Eis a questão…

Se você é o tipo de cara que compreende moda como algo além de uma simples vestimenta, sendo assim a expressão de um estilo de vida, avance várias casas. Contudo, se você for daqueles que se julga “nem aí” pra esse tipo de coisa, que qualquer peça tá valendo e etc, etc… Pare e reveja os seus valores! Buscar compreender o seu estilo e estar apto a consumir aquilo que vai de encontro com a sua personalidade faz bem a qualquer um, reforça princípios básicos como a segurança individual e não tem nada a ver com o fato de gastar muito ou se transformar em um mauricinho.

A ideia de fazer este post surgiu de uma conversa informal que eu estava tendo com alguns amigos há um tempo. Neste dia comentávamos que um conhecido nosso estava usando o famoso “coque samurai”, corte ilustrado na primeira imagem desta sequência abaixo. Daí um deles afirmou: “Jamais eu usaria. Se eu fosse um ator global e morasse no Rio de Janeiro, até que vai, mas aqui não rola!”. O “aqui” em questão era a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Naquele momento percebi claramente a noção de padrão social que as pessoas criaram para cada lugar e que a partir disso surgem e se estabelecem os rótulos.

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Ainda tentei argumentar com esse amigo que essa ideia de ter que morar em uma determinada região para poder fazer uso de tal coisa era totalmente ultrapassada, mas não, ele continuou com a sua tese retrógrada. Já pensou você ter que viver em uma cidade litorânea pra poder ser adepto do boardshort, o popular calção de surfista? Ou então só poder vestir uma calça laranja quando estiver em uma metrópole? Não, né? Por favor! Óbvio que quanto menor a cidade, mais provinciano é o pensamento dos habitantes daquele local. Aí, eu te pergunto: você se veste pra si ou pra agradar aos outros? Antes de qualquer resposta e escolha, bom senso, sempre!

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O fato é que com o advento e a popularização da internet, graças a Deus, esses conceitos estão se diluindo e cada vez mais perdendo forças. Não só porque as novas gerações já assimilam melhor toda essa história, mas porque também as redes sociais avançaram na disseminação e entendimento de conteúdos que servem como base de inspiração para pessoas de diversas regiões e das mais variadas classes sociais. Não é necessário você comprar as mesmas peças que um blogueiro está usando, porém, é interessante que você capte a sintonia das look e, caso se simpatize com a composição, se inspire e compre itens de marcas que você curte, sejam estas as mesmas ou similares.

Na moda masculina, esse contexto fica ainda mais claro quando a gente consegue saber, por exemplo, daqui do Nordeste, o que está sendo lançado na semana de moda da Europa, ao mesmo tempo em que estão também os caras do Sudeste. A informação se democratizou, então vamos utilizá-la ao nosso favor.

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Acredito que o único empecilho que possa esbarrar qualquer escolha seja o fator clima. Porque não há quem suporte usar um trench coat ao meio-dia de uma segunda-feira ensolarada no Piauí, assim como é humanamente impossível usar um short estampado de tactel em uma noite de inverno no Paraná. Fora essa lógica, não vejo problema nenhum em se encontrar meios e ocasiões para fazer uso de certas peças ou tendências, aonde quer que você more.

Adicione um elemento fundamental em seus critérios para ponderar com precisão cada escolha: bom senso. Daí em diante é só sucesso!

Imagens: Reprodução